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O nosso cérebro é fantástico…tem a capacidade de estabelecer, continuamente, novas conexões, é só você estimular, porém, a inatividade física, desânimo são determinantes para que ele, muito rapidamente, entre em colapso.

A boa noticia é que, por meio de estímulos, principalmente o exercício físico ele pode reagir, sempre é tempo. Está é a segunda parte do post sobre as alterações do corpo decorrentes do processo de envelhecimento.

Sistema nervoso e controle psicomotor

A diminuição das conexões nervosas, principalmente entre os sedentários, torna os movimentos mais lentos, a velocidade de passagem de mensagem pelos nervos diminui. O controle psicomotor tende a diminuir, resultado do declínio do equilíbrio e tempo de reação mais lento. A contração muscular e os movimentos tendem a ser mais lentos. A diminuição do fluxo sanguíneo para o sistema nervoso propicia a diminuição na atenção e concentração e um aumento na duração de tempo necessária para a compreensão das ideias. Ocorre a perda gradual da memória de curto prazo.

O que o exercício pode fazer: aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro, manter o fluxo das mensagens que percorrem o sistema nervoso, aumentar a autoconfiança. Pode melhorar a coordenação motora estimulando o sistema nervoso a criar novas conexões nervosas (plasticidade do sistema nervoso), por meio de exercícios globais que utilizam os grandes grupos musculares. Pode propiciar a sensação de sucesso, de que é capaz de aprender novos movimentos.

Ajudar a viver mais e melhor! O desafio do exercício

A boa notícia é que a maioria das pesquisas indica que o exercício diário pode reduzir ou tornar mais lento o aparecimento de efeitos do processo de envelhecimento. As pessoas que se movimentam bastante envelhecem cronologicamente como qualquer outra, mas é visível a diferença dessas pessoas com relação às sedentárias.

A aparência física tende a ser melhor, pois a perda da massa muscular é menor e a quantidade de gordura tende a ser menor. Por isso o corpo fica com aparência mais jovem. A agilidade, a coordenação motora, a disposição para o trabalho e até o humor é bem melhor entre idosos ativos.

Novos estudos demonstram claramente que atividades físicas leves e moderadas, realizadas regularmente, têm grande efeito sobre a saúde. Uma pesquisa realizada com aproximadamente 17.000 estudantes da universidade de Harvard, que foram controlados por 16 anos, mostrou que aqueles que gastaram pelo menos 2.000 calorias por semana com exercício estenderam sua vida em quase dois anos.

Outro estudo recente, realizado pelo Cooper Institute for Aerobics Research, em Dallas, Texas, acompanhou 13.000 pessoas por mais de oito anos. Os resultados mostraram que os homens sedentários morriam a uma taxa de 3,5 vezes mais alta do que os moderadamente ativos e as mulheres sedentárias a uma taxa 4,5 vezes mais alta. A boa notícia é que você não necessita se exercitar vigorosamente para colher os benefícios do exercício físico.

Incluir exercícios alegres, que trabalham o corpo de forma global, com grupos de amigos irá ajudar os “novos velhinhos a seguir em frente com muita energia e disposição”, vale a pena, é simples!

O corpo se modifica com o envelhecimento – Parte 2

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