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Nos idosos, o desenvolvimento e a diminuição das capacidades funcionais, entre elas a força muscular, resistência cardiovascular, mobilidade/flexibilidade, estabilidade/equilíbrio e as possibilidades de se exercitar, variam bastante em função do processo de envelhecimento.

A identificação das consequências desse processo é fundamental para a elaboração e desenvolvimento dos programas de condicionamento físico para populações idosas, principalmente para prevenir os efeitos deletérios do envelhecimento e, em muitos casos, recuperar as capacidades funcionais. As pesquisas têm identificado os seguintes efeitos morfológicos primários decorrentes do envelhecimento:

Peso corporal e aparência física

O peso corporal pode variar bastante com o passar dos anos, no entanto a porcentagem e o peso de gordura aumentam. Uma grande quantidade de gordura tende a ser estocado na área do abdome, o que está relacionado a distúrbios metabólicos: hipertensão e aumento dos níveis de triglicérides e insulina no sangue. Estas são algumas das principais causas dos fatores de risco das doenças coronarianas, independe da obesidade.

Em função do acúmulo de gordura, principalmente na região do abdome, o corpo assume uma forma mais arredondada, a região do abdome se torna mais proeminente, os homens tendem a ter a região superior maior (estômago) e as mulheres a região inferior (barriga).

O que o exercício pode fazer: manter o peso corporal em níveis adequados, ajudar a diminuir a gordura corporal, aumentar a massa muscular, controlar os níveis de gordura e açúcar, ajudar a recuperar a autoimagem pela mudança na aparência física decorrente da diminuição da gordura corporal.

Os músculos e a força muscular

A massa muscular diminui no tamanho das fibras musculares (atrofia) e no número. Essa perda tende a ser maior nas fibras de contração rápida, responsáveis pela realização de movimentos rápidos e da força. A diminuição da massa muscular está associada com o declínio da capacidade aeróbica e anaeróbica, à menor capacidade do músculo de receber mensagens do cérebro e à menor capacidade de regeneração.

O que o exercício pode fazer: o aumento do tamanho dos músculos possibilita aumentar a força e a resistência muscular, melhorar a tonicidade muscular (melhor aparência), aumentar o fluxo de sangue para os músculos, diminuir as lesões musculares e a incidência de quedas, melhorar a digestão e a excreção e aumentar o controle da bexiga.

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Os ossos e articulações

A massa óssea diminui, fato que está ligado ao aumento da incidência de osteoporose, que atualmente atinge milhares de pessoas. A mudança do tecido conectivo é um fator primário para a diminuição gradual da flexibilidade. Nota-se vulnerabilidade e fratura nos ossos com mais frequência, possível estreitamento nos espaços articulares e alteração na postura.

O que o exercício pode fazer: aumentar a flexibilidade e a mobilidade articular, aumentar a estabilidade, diminuir a vulnerabilidade à fratura dos ossos e melhorar a postura.

Respiração e coração

Respiração e circulação são afetadas pelo envelhecimento por causa da diminuição da capacidade vital e da frequência respiratória máxima. A eficiência ventilatória é reduzida e diminui a capacidade de troca entre oxigênio e dióxido de carbono durante exercícios intensos. Cai a eficiência do miocárdio durante exercícios moderados. A capacidade de ejeção cardíaca é reduzida. Os níveis de sangue e hemoglobina são reduzidos, diminuindo a quantidade do oxigênio que pode ser transportada para o trabalho muscular. A capacidade aeróbica se reduz, pois o suprimento de oxigênio é limitado. Ocorre o decréscimo na elasticidade dos vasos sanguíneos, o aumento da pressão arterial, a respiração se torna mais curta e um rápido aumento dos batimentos cardíacos durante uma atividade física.

O que o exercício pode fazer: aumentar a força do músculo cardíaco, melhorar a respiração geral, diminuir a pressão arterial, aumentar a capacidade de recuperação após a atividade física, aumentar o fluxo sanguíneo para alguns órgãos, aumentar a resistência cardiorrespiratória e a eficiência do coração.

No próximo post – parte 2, vamos comentar sobre os aspectos psicomotores no processo de envelhecimento

O corpo se modifica com o envelhecimento – Parte 1

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