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As mudanças!

Estamos vivendo um período de muitas mudanças e com uma rapidez que para muitos é difícil de acompanhar; um bom exemplo é o telefone celular que até bem pouco tempo havia poucos modelos e sua função principal era basicamente “falar”.

Atualmente essa é uma das múltiplas funções para estar conectado com o mundo e com as pessoas. Basta dispor de um equipamento que permita o contato imediato e acesso à internet de banda larga e, em segundos, temos à disposição diferentes conteúdos relacionados à medicina, economia, artes, política, nutrição, exercício físico, sem contar que é possível fotografar e filmar pessoas e fatos em alta definição.

Não faz muito tempo, as pessoas se reuniam em casa, em pequenos grupos para conversar, jogar, cantar, fazer serenata (quanto romantismo!), porém hoje, graças ao computador, é possível que você se conecte com um grande número de amigos, sem cair de casa, jogar com centenas de pessoas ao mesmo tempo, participar das redes sociais para ver e ser visto você tem muitos amigos virtuais!

A quantidade de informações, de fácil acesso, que está disponível para pessoas com diferentes interesses, é de tal grandeza que ficamos aturdidos, confusos, diante de tantas possibilidades. As estantes de livros com as pesadas enciclopédias, com mais de vinte exemplares, que era atualizados periodicamente, praticamente obrigatórias em todas as casas, fonte de informações para os estudantes, foram substituídas pelas “consultas na internet”, na dúvida consulte o dicionário Wikipédia ou o  GuruGoogle!

Tudo está muito rápido, escuto frequentemente as pessoas dizerem “a sensação do tempo está muito diferente, parece que os anos estão passando mais rápido, não tenho tempo para nada”. A velocidade e a duração são duas variáveis que têm grande influência tanto no comportamento individual como no relacionamento social, tudo está muito mais rápido e pouco duradouro, como por exemplo, a velocidade da informação: ficamos sabendo, praticamente em tempo real, os fatos e acontecimentos no trabalho e também nos relacionamentos afetivos, pois aposentar-se depois de permanecer em um único emprego ou comemorar bodas de prata, ouro, nos dias de hoje, é algo raro.

sem-titulo-5Seria impossível imaginar, até há bem pouco tempo, que “jovens com mais de 60 anos” entrassem em uma sala de musculação, participassem de uma aula de dança, ioga, Pilates, as vovós usando collants coloridos e decotados, os vovôs bermudas e camisetas regata – atitudes e trajes até então exclusivos dos jovens assíduos frequentadores dos modernos e sofisticados templos de culto ao corpo, as academias de ginástica.

A imagem que tenho da minha avó Elisa, quando ainda criança, era daquela velha senhora nos seus quase 60 anos, com a coluna já arqueada pelos anos de trabalho, tricotando ou fazendo flores de pano, sempre usando roupas escuras e, mesmo que fosse verão, estava sempre de xale nos ombros ou com aquela blusinha de lã cor preta ou cinza e muito preocupada com o vento que entrava pela janela ou porta aberta dizendo para tomar cuidado com o golpe de ar…

Se a ciência e a tecnologia passaram por grandes transformações nos últimos anos, o comportamento, as atitudes, a forma de pensar e agir das pessoas acima de 60 anos também mudou. Praticamente não existe mais o ficar em casa fazendo tricô, vendo TV, costurando, preparando os bolinhos de chuva para os netos. E, enfim, os asilos deixaram de ser a única alternativa para os idosos, principalmente para aqueles que são saudáveis, independentes e acreditam que, apesar da idade, ainda têm muito a oferecer e, acima de tudo a usufruir os muitos anos que ainda lhes restam.

O que mudou, além da percepção do idoso a respeito de si próprio, das suas capacidades, limitações e direitos, é o surgimento de maior interesse e atenção por parte da sociedade para com ele. Alguns fatores, portanto, merecem ser citados, sob esse aspecto:

  • A medicina tem mostrado, por meio de pesquisas, que o corpo humano responde de forma satisfatória em qualquer idade e que vários órgãos e sistemas podem ser recuperados através de diversos procedimentos como alimentação equilibrada, ingestão de medicamentos, procedimentos cirúrgicos, administração do estresse, equilíbrio emocional e exercício físico regular.
  • As psicoterapias, dentre elas as corporais, por exemplo, têm sido reconhecidas como excelente alternativa para ajudar na recuperação do autoconceito e auto-imagem do idoso.
  • Várias entidades têm criado espaços socioculturais que permitem a participação ativa dos idosos nos diferentes programas e eventos por elas organizados: SESC, SESI, ACM, Secretarias de Esportes, Academias de Ginástica, entre outras, são entidades que na sua programação oferecem diferentes atividades elaboradas especificamente para atender as necessidades e interesses dos “jovens e alegres velhinhos”. A integração social é um dos pontos que merecem destaque nessa iniciativa.

Neste quadro de grandes mudanças talvez a mais importante é saber que o ser humano, em qualquer idade é capaz de mudar, basta querer, ter vontade de sair da suposta zona de conforto, da acomodação e da falsa sensação de incapacidade funcional.

O velho ditado popular “cachorro velho não aprende truque novo” não é verdadeiro para aquele indivíduo que tem disponibilidade, vontade de mudar, e que, muito embora seja um sexagenário, tem um grande potencial para continuar se desenvolvendo sob o ponto de vista físico, mental, emocional, social e espiritual.

A única coisa permanente na nossa vida é que mudamos sempre e, para tanto, é preciso ter coragem para mudar, mudar é se desenvolver e isto é possível ao longo de toda uma existência. Basta querer, o seu corpo, a sua essência, vai agradecer.

Exercício Físico e Envelhecimento Saudável

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